Como fazer pesquisa de palavras-chave? Guia completo com ferramentas e estratégias

Qual é a primeira coisa que vem à cabeça quando falamos em SEO? Aposto que sua resposta está entre “palavras-chave” e “conteúdo”. E você está certo.

Claro que os analistas mais experientes diriam: “SEO vai muito além disso!” E eles também têm razão.

Mas neste guia, vamos focar em um dos pontos mais estratégicos das otimizações orgânicas, e que, de verdade, pode influenciar diretamente o ranqueamento e a autoridade de um site: a pesquisa de palavras-chave.

Aqui, você vai encontrar:

  • Dicas de ferramentas (inclusive as que usamos no dia a dia);
  • Erros comuns que você vai querer evitar;
  • E uma explicação clara sobre o que significa, na prática, fazer uma pesquisa de palavras-chave com propósito.

Vamos direto ao ponto?

O que é pesquisa de palavras-chave e por que é essencial no SEO

Pesquisa de palavras-chave (ou keyword research) é o processo de identificar os termos e frases que as pessoas digitam nos mecanismos de busca, como o Google ou o Bing, quando procuram por informações, produtos ou serviços.

Em outras palavras, ela funciona como uma ponte entre o que o público procura e o que o seu site entrega.

Agora imagine a cena: uma pessoa quer resolver um problema, encontrar um produto ou simplesmente tirar uma dúvida.

O primeiro passo? Ela digita algo na barra de pesquisa do Google. Essa palavra , ou conjunto de palavras, revela muito sobre o que ela está buscando. E, querendo ou não, essa simples ação já coloca o usuário dentro de uma etapa do funil de jornada.

Sim, a palavra-chave carrega intenção, contexto e direção. Ela guia o usuário até uma página, que, com sorte (ou com uma boa estratégia), é a do seu site ou blog.

Esse é o bê-á-bá da keyword research: entender que palavras não são só palavras. Elas são sinais do que o usuário quer.

Mais do que sair atrás de termos com alto volume de busca, a pesquisa de palavras-chave tem um propósito maior: entender a intenção por trás da busca, seja ela informacional, transacional ou navegacional, e usar esses insights para estruturar conteúdos que realmente fazem sentido para o público. 

Entendendo o conceito de keyword research

Entender o que é keyword research pode parecer confuso no começo. Afinal, quando fazemos uma busca no Google, usamos palavras-chave, certo? Mas fazer uma pesquisa de palavras-chave não é apenas isso.

A verdadeira pesquisa é feita por meio de ferramentas especializadas que rastreiam os mecanismos de busca e mostram relatórios sobre volume de busca, relevância e até o campo semântico relacionado àquele termo.

Vamos a um exemplo:

Suponha que você queira criar um conteúdo sobre roupa para o inverno. Ao usar uma ferramenta de pesquisa, como o Ubersuggest, o Semrush ou o Ahrefs, você verá milhares de palavras relacionadas, variações e termos semelhantes que os usuários realmente estão digitando.

Essas sugestões são ouro. Elas mostram como as pessoas falam, pesquisam e expressam suas dúvidas ou interesses sobre aquele tema.
Parece complexo? Calma. Acompanhe os conteúdos da Marketing Verso que a gente descomplica isso junto, com estratégia e sem enrolação.

Diferença entre pesquisa de palavras-chave e otimização de conteúdo

Otimizar um conteúdo vai muito além de simplesmente escolher uma palavra-chave e repetir ela algumas vezes no texto. A pesquisa de palavras-chave é só a primeira etapa dentro de um conjunto de boas práticas de SEO. É como definir a direção antes de começar a caminhar.

Depois disso, vem a otimização de conteúdo, que envolve vários outros fatores importantes para o ranqueamento e a visibilidade orgânica.

Aqui estão alguns deles:

  • Uso estratégico das heading tags (H1, H2, H3…);
  • Dados estruturados para indicar ao Google o tipo de conteúdo;
  • Linkagem interna inteligente, guiando o usuário por conteúdos relacionados;
  • Legibilidade e escaneabilidade, para tornar o texto fácil de consumir;
  • Calls to action, quando fizer sentido no contexto;
  • Seção de FAQ, incorporando termos relacionados e sinônimos;

E claro, um bom entendimento da intenção de busca do usuário.
Resumindo? Palavras-chave são o começo. Mas o SEO de verdade acontece quando elas se transformam em conteúdo com propósito.

Quando realizar a “keyword research”: Etapas do planejamento de SEO

Quando fazer a pesquisa de palavras-chave? A resposta mais direta: quando você já tem clareza sobre a intenção do conteúdo.

Vamos a um exemplo:

Se você vai escrever um texto para quem já decidiu que quer comprar um carro, o foco deve ser em termos como “comprar carro X”, “melhor preço”, “parcelamento sem entrada”… Ou seja, termos com intenção de busca transacional.

Mas nem sempre o briefing vem com a ideia 100% formada (para a surpresa de zero pessoas). Às vezes você só tem um tema geral, como “carros”, e precisa desenvolver uma pauta. Nesse caso, a pesquisa de palavras-chave ajuda a revelar oportunidades.

Por exemplo: ao analisar termos relacionados, você descobre que muita gente está buscando por “carros econômicos para o dia a dia”. Pronto! Acabou de encontrar uma ideia com potencial para um conteúdo focado na etapa de descoberta do funil.

Lembre-se: quem dita o rumo é o usuário. As palavras que ele digita mostram o que ele quer, em qual momento da jornada está, e como você pode ajudá-lo.


O SEO de verdade começa com ouvir o que o público está perguntando — e transformar isso em respostas úteis, bem estruturadas e com estratégia.

Intenção de busca: Como identificar o que o usuário realmente deseja

Quando alguém faz uma pesquisa no Google, ela pode estar em diferentes estágios da jornada de decisão.

Às vezes, o usuário sabe exatamente o que quer: já tem o nome do produto na cabeça ou sabe o problema que precisa resolver.

Mas muitas vezes… não é bem assim.

Tem aquele usuário que digita algo mais genérico, porque ainda está tentando entender qual é a solução ideal para o problema dele. Ele pesquisa uma dúvida, uma característica ou até uma comparação.

Exemplo clássico: alguém pesquisando “melhor casaco para inverno rigoroso” pode estar no início de uma jornada que vai terminar na compra de uma jaqueta específica, mas ainda está longe de saber qual.

É exatamente aí que entra o conceito de intenção de busca. A palavra-chave que o usuário escolhe entrega pistas claras sobre o que ele está buscando naquele momento.

E tem mais:Palavras-chave mais curtas e genéricas (short tail keywords) geralmente estão relacionadas a fases mais iniciais da jornada.

Já as palavras-chave mais longas e específicas (long tail keywords) costumam indicar que o usuário está avançando no processo e pronto para tomar uma decisão.

Tipos de intenção: Informacional, navegacional, comercial e transacional

Entender os tipos de intenção de busca é o primeiro passo para criar conteúdos que realmente atendam ao que o usuário procura. Vamos direto ao ponto:

Intenção Informacional:

O usuário está buscando conhecimento ou solução para uma dúvida. Ele quer entender algo.

Exemplos de palavras-chave:

“como fazer pesquisa de palavras-chave”,

“dicas de SEO para blog”,

“o que é intenção de busca”.

Intenção Navegacional:

Aqui o usuário já sabe onde quer chegar. Ele procura uma marca, um site específico ou uma página que já conhece.

Exemplos:

“site da Semrush”,

“login Ahrefs”,

“Ubersuggest online”.

Intenção Comercial (ou Investigacional):

O usuário está pesquisando para tomar uma decisão de compra, mas ainda está comparando opções.

Exemplos:

“melhor ferramenta de keyword research”,

“comparativo entre Semrush e Ahrefs”,

“melhor custo-benefício em ferramentas de SEO”.

Intenção Transacional:

Agora é jogo decisivo! O usuário está pronto para agir: comprar, contratar ou fazer o download.

Exemplos:

“assinar Semrush”,

“comprar plano Ahrefs”,

“preço Ubersuggest Pro”.

Entender em qual dessas fases o usuário está ajuda você a escolher as melhores palavras-chave e a construir um conteúdo que realmente converte.

Como Avaliar a Intenção Observando a SERP?

Quer um jeito rápido e prático de identificar a intenção de busca de uma palavra-chave? Olhe para a SERP. A Search Engine Results Page (SERP) é o espelho da intenção.

Aqui vai um passo a passo direto:

  • Pesquise o termo no Google.
  • Observe os tipos de resultados que aparecem:
  • Se a maioria dos links são tutoriais, blogs e vídeos explicativos → Intenção Informacional
  • Se aparecem homepages ou páginas institucionais → Navegacional
  • Se os resultados trazem listas de comparativos, avaliações e reviews → Comercial
  • Se aparecem e-commerces, landing pages de venda ou anúncios de compra → Transacional

Dica de ouro:

Ferramentas como Semrush, Ahrefs e Ubersuggest também têm recursos que mostram o tipo de intenção associada a cada palavra-chave. Mas, se quiser, o método manual pela SERP já entrega bastante.

Por que a intenção de busca impacta no conteúdo e conversão?

Criar um conteúdo de qualidade vai muito além de jogar palavras-chave ao longo do texto, como já falamos antes, não pode ser algo sem propósito algum! Cada conteúdo precisa estar alinhado com um tipo de intenção de busca.

Por quê? Porque isso influencia diretamente na estrutura, na linguagem, no CTA e, claro, na conversão.

Exemplo prático:

Se a palavra-chave tem intenção informacional, o foco do conteúdo deve ser educar, explicar e gerar valor. Mas se a intenção é transacional, seu conteúdo precisa ser direto, objetivo e com apelos de venda bem claros.

Outro ponto importante: Trabalhar um grupo de palavras-chave dentro de um mesmo campo semântico é uma boa prática que ajuda o Google a entender melhor o seu conteúdo. Isso significa trabalhar termos relacionados, sinônimos e perguntas frequentes sobre o mesmo tema.

Principais estratégias para fazer pesquisa de palavras-chave com eficiência

Organização é a palavra-chave (sim, o trocadilho foi intencional) para quem quer mandar bem na pesquisa de termos para SEO.

A primeira dica é simples, mas muita gente ignora: documente tudo!

Tenha uma planilha (ou use ferramentas de gestão de SEO) para registrar as palavras, volumes de busca, intenção, dificuldade e observações importantes. Isso evita retrabalho e ajuda a enxergar oportunidades que, no meio da correria, poderiam passar despercebidas.

Agora, vamos direto ao ponto: quais estratégias realmente funcionam na hora de pesquisar palavras-chave?

Algumas boas práticas para sua estratégia de pesquisa:

  • Comece pela intenção de busca: Antes de sair caçando palavras, defina qual o objetivo do conteúdo.
  • Explore diferentes fontes de dados: Não fique preso a uma só ferramenta. Ubersuggest, Semrush e Ahrefs entregam ótimos insights, mas cada uma tem seus pontos fortes.
  • Misture palavras de cauda curta e longa: Uma boa estratégia de SEO trabalha com equilíbrio entre volume e especificidade.
  • Fique de olho nos termos relacionados e nas sugestões do Google: O famoso “as pessoas também perguntam” pode abrir portas para novas ideias de conteúdo.

Revise e atualize suas listas periodicamente: O comportamento de busca muda, e sua estratégia também precisa evoluir.

 Analise os concorrentes com ferramentas profissionais

Se tem uma coisa que SEO ensina é: olhar o que a concorrência está fazendo pode economizar horas de trabalho. E é aqui que o conceito de Benchmarking entra em cena.

O que é Benchmarking no SEO?

De forma simples: é observar e analisar o que os principais concorrentes do seu nicho estão fazendo bem — e aprender com isso.

Ferramentas como Semrush, Ahrefs e Ubersuggest, e até mesmo através do Google é possível descobrir:

  • Quais palavras-chave eles estão ranqueando;
  • Quais conteúdos trazem mais tráfego orgânico para eles;
  • Que tipo de backlinks eles têm;
  • E até que termos eles estão começando a trabalhar agora.

Mas atenção: Benchmarking não significa copiar.
Seu conteúdo precisa ter identidade, originalidade e valor próprio. Use os insights para criar algo melhor, mais completo e que entregue uma experiência única para o usuário.

Use a técnica de agrupamento (Topic Clusters) para keywords

Se você ainda não está usando Topic Clusters na sua estratégia de SEO, está na hora de começar. Saiba como organizar seus conteúdos e pesquisa de termos assim pode ser a “chave”!

O que é um Topic Cluster?

Em vez de criar vários textos isolados sobre assuntos parecidos, você organiza o conteúdo em torno de um tema central (pillar content), com vários outros conteúdos menores (os clusters) linkando para ele e entre si.

Exemplo prático: Se o seu tema central é “Pesquisa de Palavras-Chave”, os conteúdos menores podem falar de:

  • Ferramentas de keyword research;
  • Intenção de busca;
  • Diferença entre short tail e long tail keywords;
  • Erros comuns na escolha de palavras-chave.

Por que isso funciona?

Porque o Google adora uma estrutura lógica e bem conectada. Além disso, essa técnica aumenta a autoridade temática do seu site, melhora a experiência do usuário e facilita a navegação interna. É um super impulsionador! 

Ao planejar suas palavras-chave, já pense nos clusters que podem nascer deste tema. Isso otimiza o seu calendário editorial e dá um gás no tráfego orgânico. 

Mas a Marketing Verso te dá a dica, esse sistema pode ser mais indicado para “grandes pautas”. Conteúdos únicos  e pontuais  também são importantes e não necessariamente estão dentro de grandes estruturas como essas.

Combine Volume, concorrência e intenção

Escolher uma palavra-chave só pelo volume de busca é uma armadilha comum, se há tanta procura por um termo, por que não usar só ele? Bad idea! 

Quer resultado real? Então, o segredo está no equilíbrio entre Volume, Concorrência e Intenção de Busca. Vamos ver mais sobre cada um:

Volume de busca:

É a quantidade de vezes que aquela palavra é pesquisada por mês. Termos com alto volume podem trazer muito tráfego, mas também são mais disputados.

Concorrência (ou Keyword Difficulty – KD):

Reflete o quanto vai ser difícil ranquear para aquela palavra. Ferramentas como Ahrefs e Semrush dão uma nota de dificuldade (geralmente de 0 a 100). Se o seu site ainda é pequeno ou está começando, vale mirar em palavras com dificuldade mais baixa.

Intenção de busca:

Como já falamos, cada palavra-chave conversa com uma intenção específica. De nada adianta ranquear uma palavra com muito volume se ela atrair um público que não tem nada a ver com o seu objetivo.

As long tail keywords (as famosas palavras-chave de cauda longa) costumam ter volume menor, concorrência mais baixa e uma intenção de busca super clara.

Ou seja: são um ótimo ponto de partida para quem quer começar a ranquear de forma mais rápida e construir autoridade de forma natural.

 Ferramentas para pesquisa de palavras-chave: Comparativo das melhores opções

Vamos direto ao ponto: ferramentas de pesquisa de palavras-chave são facilitadores, não muletas.Sim, elas ajudam (e muito) a ganhar tempo, organizar dados e encontrar oportunidades que talvez passariam despercebidas a olho nu. 

Mas se você está começando no SEO ou trabalha com orçamento limitado, saiba que é totalmente possível fazer uma boa pesquisa de palavras-chave com criatividade, atenção e algumas soluções gratuitas.

A ideia aqui é justamente essa: te ajudar a entender o que cada ferramenta oferece, para quem ela é indicada, os prós, os contras e o que avaliar antes de escolher.

Ubersuggest: Ideal para Pequenos Negócios

Se o seu orçamento está apertado ou se você é um freelancer, dono de um pequeno negócio ou alguém começando na área, o Ubersuggest pode ser um bom ponto de partida.

Pontos positivos:

  • Interface simples e intuitiva (ótima para quem está aprendendo SEO agora);
  • Possui uma versão gratuita com algumas consultas diárias;
  • Oferece insights básicos de volume de busca, dificuldade da palavra-chave, sugestões de termos relacionados e ideias de conteúdo.

Pontos de atenção:

  • Os dados podem ser menos precisos comparados às ferramentas mais robustas;
  • Limitação de consultas na versão free;
  • Algumas métricas, como o KD (Keyword Difficulty), podem variar bastante se comparadas a ferramentas mais avançadas.

Indicado para: Pequenos negócios, freelancers, produtores de conteúdo iniciantes e quem está começando a estruturar estratégias de SEO. Pense em incorporar essa ferramenta com outras formas de descobrir termos “quentes”!

Semrush: Completa para Profissionais e Agências

Agora, se o seu foco é trabalhar SEO de forma mais estruturada, seja como analista, em uma agência ou em projetos maiores, a Semrush entra como uma solução bastante completa. O Semrush é com certeza um dos analistas que já trabalham com ele, mas é preciso cuidado para não ficar dependente! 

Pontos positivos:

  • Base de dados ampla e constantemente atualizada;
  • Relatórios detalhados que vão além das palavras-chave: inclui análise de concorrência, backlinks, tráfego, anúncios pagos e muito mais;
  • Ferramentas específicas para SEO técnico, análise de domínio e auditorias.

Pontos de atenção:

  • O preço pode ser bem salgado para quem está começando (planos pagos a partir de valores considerados altos para freelancers iniciantes);
  • Excesso de funcionalidades pode confundir quem está nos primeiros passos no SEO.

Indicado para: Agências, times de marketing de médio a grande porte, profissionais de SEO com vários projetos simultâneos ou que trabalham com grandes portais.

Ahrefs: Poderosa Para Análise de Concorrência

Se o seu objetivo principal for entender o que a concorrência está fazendo (falamos sobre o bench antes), o Ahrefs é uma das ferramentas mais respeitadas no mercado.

Pontos positivos:

  • Análise de backlinks extremamente detalhada (um dos grandes diferenciais da ferramenta);
  • Base sólida para análise de concorrência orgânica e tráfego estimado;
  • Boa interface de exploração de palavras-chave, com dados de volume, dificuldade e potencial de tráfego.

Pontos de atenção:

  • O custo também é alto, principalmente para quem está começando;
  • A curva de aprendizado pode ser um pouco mais íngreme para quem não tem familiaridade com SEO técnico;
  • Não possui versão gratuita com consultas completas.

Indicado para: Profissionais de SEO com foco em análise de concorrentes, agências, grandes projetos e sites que precisam trabalhar muito forte a construção de autoridade via backlinks.

Outras Ferramentas Úteis: Google Keyword Planner, Answer The Public, Keyword Tool

Se a grana está curta ou se você busca alternativas para complementar sua pesquisa, aqui vão algumas opções interessantes para seu trabalho com SEO e pesquisa de palavras-chave:

Google Keyword Planner:

Gratuito para quem tem conta no Google Ads. Os dados são bons para ter uma noção de volume de busca, mas as informações podem vir agrupadas por faixas de volume, o que limita a precisão.

AnswerThePublic:

Ótima para entender como as pessoas estão perguntando sobre um tema. Ideal para criar conteúdos de topo de funil e FAQs.

Keyword Tool:

Foco em long tails e sugestões de buscas feitas no Google, YouTube, Amazon e outros. Tem versão gratuita, mas a maior parte dos dados detalhados fica disponível só na versão paga.

Indicado para: Freelancers, blogueiros, pequenas empresas e quem está em fase de aprendizado no SEO.

Long tail vs short tail keywords: Qual tipo escolher e por quê

Quando o assunto é pesquisa de palavras-chave, uma dúvida clássica sempre aparece: vale mais apostar nas palavras-chave curtas (short tail) com muito volume ou nas longas (long tail) que são mais específicas?

A verdade é que não existe resposta única e definitiva, é preciso analisar o conteúdo a ser criado. A escolha vai depender da sua estratégia, da etapa da jornada de compra e, claro, dos seus objetivos com aquele conteúdo.

No Panic, vamos entender o que significa cada uma e quando faz sentido usar.

O que são palavras-chave de cauda longa (Long Tail)

As palavras-chave de cauda longa, ou long tail keywords, são termos de busca mais específicos, geralmente compostos por três ou mais palavras. Elas surgem quando o usuário descreve melhor o que está procurando, seja uma solução, um produto ou uma informação bem direcionada.

Exemplos práticos de long-tails:

“melhor tênis de corrida para iniciantes”

“como otimizar site WordPress para SEO técnico”

“hotéis pet friendly no centro de São Paulo”

De onde veio o termo “Long Tail”?

O conceito de “Long Tail” não nasceu dentro do SEO. Ele foi popularizado em 2004 por Chris Anderson, editor da revista Wired, no livro “The Long Tail: Why the Future of Business is Selling Less of More”.

Na época, Anderson falava sobre o mercado de vendas online (como a Amazon e a Netflix) e como esses modelos de negócios passaram a lucrar com uma enorme variedade de produtos de nicho, e não apenas com os mais populares.

O gráfico da teoria mostra uma curva onde os produtos mais vendidos estão no topo (o famoso “hit”), mas uma cauda longa de produtos menos vendidos, porém super segmentados, representa um volume expressivo de vendas ao somar tudo.

Mas o que isso tem a ver com SEO?

O SEO abraçou o conceito de Long Tail Keywords para representar justamente essas buscas de nicho. A lógica é simples: em vez de tentar ranquear só para termos super genéricos e disputados, podemos mirar nas buscas específicas, onde a concorrência é menor e a intenção do usuário é muito mais clara.

Por que trabalhar com palavras-chave de cauda longa?

Menos concorrência:

É mais fácil (e realista) ranquear nas primeiras posições do Google com uma long tail do que com um termo genérico.

Intenção mais definida:

Quem busca por “melhor tênis de corrida para iniciantes” está muito mais próximo de tomar uma decisão de compra do que alguém que apenas pesquisa por “tênis”.

Taxas de conversão mais altas:

Por serem mais específicas, essas buscas tendem a converter melhor.

Maior possibilidade de atender diferentes pontos da jornada:

Você consegue criar conteúdos voltados para dúvidas, comparações, reviews e até vendas — tudo isso com base em variações long tail.

 Quando usar short tails em estratégias de conteúdo

Já as short tail keywords, ou palavras-chave de cauda curta, são termos mais genéricos, geralmente compostos por uma ou duas palavras. Palavras potentes mas desafiadoras!

Exemplos de short tails:

“SEO”

“marketing digital”

“tênis de corrida”

Pontos positivos:

  • Volume de busca altíssimo: Essas são as palavras que muita gente está buscando, então o potencial de tráfego é enorme.
  • Termos amplos que fazem parte da semântica geral do conteúdo: Mesmo que a página não ranqueie para o short tail de forma isolada, incluir esses termos no conteúdo ajuda a criar relevância semântica.

Pontos de atenção:

  • Altíssima concorrência:

Grandes portais e sites com muita autoridade costumam dominar as primeiras posições.

  • Baixa conversão direta:

Por serem muito genéricas, a intenção de quem pesquisa pode ser variada ou indefinida.

Quando usar palavras-chaves curtas:

  • Em conteúdos mais abrangentes, como guias completos e pilares de conteúdo;
  • Como parte da estratégia de Topic Cluster (lembra que falamos disso antes?);
  • Para ajudar a criar contexto semântico e reforçar o tema central do seu site.

Como equilibrar ambas para atrair tráfego e converter

O segredo de uma estratégia de SEO inteligente é justamente não escolher um lado só, mas sim saber combinar short tails e long tails de acordo com o objetivo de cada página e a fase da jornada de compra do usuário.

Exemplo prático de equilíbrio:

Um conteúdo pilar pode ter como foco a short tail “marketing digital”, mas dentro dele você pode criar subtópicos que trabalham long tails como:

“estratégias de marketing digital para pequenas empresas”

“como montar um funil de vendas no marketing digital”

“ferramentas grátis de marketing digital”

Dicas rápidas para equilibrar:

Topo de funil → Short tails + long tails informacionais

(atrair volume e educar o público)

Meio de funil → Long tails mais qualificadas

(entregar soluções mais direcionadas)

Fundo de funil → Long tails transacionais

(focar em conversão direta)

Volume de tráfego é ótimo, mas a intenção de busca é melhor ainda. Monte sua estratégia considerando o equilíbrio entre alcance e qualificação. Seu conteúdo agradece e seu tráfego também.

Erros mais comuns na pesquisa de palavras-chave (e Como Evitá-los)

Errar faz parte de qualquer processo de aprendizado, e com SEO e pesquisa de palavras-chave não é diferente. O problema é quando esses erros se tornam um padrão que freia o crescimento do site ou prejudica o desempenho das páginas.


Por isso, vamos direto ao ponto: aqui na Marketing Verso a gente acredita que com orientação certa dá pra evitar os tropeços mais comuns. A seguir, reunimos os deslizes que mais vemos por aí (e claro, como fugir deles).

Focar apenas em palavras com alto volume

É tentador olhar para os relatórios das ferramentas e já ir direto nas palavras com mais buscas mensais, né? Mas aí mora o perigo.

O problema de olhar só para o volume é simples:

Você vai acabar disputando espaço com sites gigantes, com anos de autoridade acumulada. Resultado? Muita energia gasta e pouco tráfego.

Outro ponto: Só porque um termo tem muito volume, não significa que ele é o mais adequado para seu público ou pro momento da jornada de compra. Lembre-se que é preciso saber pra quem está escrevendo e o que esse usuário procura.

A dica da Marketing Verso: Combine palavras com bom volume com aquelas de cauda longa e baixa concorrência. O equilíbrio é o que traz o tráfego orgânico de verdade.

 Ignorar a Intenção do Usuário

Tentar escrever um texto só porque uma palavra tem busca é um tiro no pé. Uma pesquisa isolada pode não entregar muita coisa, é importante ter um cenário todo, e principalmente entender se a palavra é uma fonte de conteúdo.

Pergunta rápida: Pra quem você está escrevendo? Qual problema essa pessoa quer resolver? O que ela espera encontrar ao clicar no seu link?

A nova geração de consumidores é exigente, intensa e super conectada. Eles não perdem tempo com conteúdo que não entrega o que prometeram no título.

Exemplo real:

Se a pessoa busca “como limpar sofá de tecido”, ela quer um passo a passo… Não uma história sobre a história dos sofás no Brasil.
SEO é sobre atender a intenção do usuário de forma rápida, clara e melhor que seus concorrentes. Lembre-se disso e você vai conseguir entregar valor para seus leitores e obter autoridade!

Deixar de atualizar conteúdos com base em novas pesquisas

SEO não é tarefa que termina quando o texto vai ao ar. Existe uma quantidade enorme de conteúdos desatualizados on-line hoje, o BOOM da criação de conteúdo trouxe esse tipo de mau. Mas se um portal, blog ou site quer MANTER a autoridade é preciso atualizar conteúdos.

Sabe aquele post antigo que até traz um tráfego legal? Se você deixar ele parado no tempo, vai ver esse tráfego cair.

As palavras-chave que trazem resultado mudam com o tempo. Novos termos surgem, novas formas de busca aparecem e até as SERPs se transformam. 

Boas práticas da Marketing Verso:

  • Refaça a pesquisa de palavras-chave a cada 6 ou 12 meses nos seus conteúdos principais.
  • Inclua termos que surgiram depois da publicação original.
  • Adicione tópicos que complementam o que já foi dito.
  • Atualize links internos e CTAs.
  • Lembre-se: conteúdo atualizado = mais chances de ranquear de novo (e melho

Não usar ferramentas adequadas para o nível do projeto

Nem todo projeto precisa de uma ferramenta paga logo de cara. Mas… se o seu objetivo é disputar posições com jogadores fortes, fazer SEO só com achismos e planilhas não vai te levar longe.

Se você está no começo:

Ferramentas gratuitas como o Google Keyword Planner, o Ubersuggest (na versão básica) e até o Answer The Public já ajudam bastante.

Agora, se o projeto é grande ou está crescendo:

É hora de olhar para soluções como SEMrush, Ahrefs ou Similarweb. Elas oferecem análises muito mais completas, como dificuldade da palavra-chave, intenção mapeada, análise de concorrentes e variações semânticas.

Análise o nível e volume das suas entregas. A ferramenta sozinha não faz milagre. Mas escolher uma que esteja no nível do seu projeto pode ser a diferença entre continuar invisível… ou começar a aparecer de verdade nas primeiras posições.

Prontos para Dominar a Pesquisa de Palavras-Chave!

Se você chegou até aqui, parabéns! Já percorremos um bom caminho juntos.

Falamos sobre o que é pesquisa de palavras-chave, como entender a intenção do usuário, as diferenças entre long tail e short tail, as melhores ferramentas para diferentes níveis de projeto, além de estratégias práticas para montar sua pesquisa de forma inteligente. Também te mostramos os erros mais comuns (e como não cair neles).

Mas antes de você abrir uma nova aba e começar a caçar keywords, vale lembrar: SEO não é só sobre aparecer no Google ou em outro buscador.

É sobre entender gente de verdade. Pessoas com dúvidas, com dores, com desejos de compra… E as palavras-chave são o elo entre elas e o seu conteúdo.

Outra coisa importante: o SEO não está acabando (longe disso!).O que está acontecendo é uma evolução. Hoje, quem trabalha bem com intenção de busca, jornada do consumidor e conteúdo com propósito sai na frente.

Fazer pesquisa de palavras-chave é só o começo dessa história. Se quiser ir além, tem muito mais conteúdo prático, direto e sem enrolação aqui na Marketing Verso.

A gente segue produzindo guias, dicas e estratégias para te ajudar a transformar pesquisa em tráfego orgânico de verdade. Obrigada por acompanhar até aqui, e bora otimizar!

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